Sobre apego, insistir e desistir

By Larissa Oliveira - dezembro 16, 2015

Andei analisando acerca dos relacionamentos que tive e com tantos “sinais” de que estava dando murro em ponta de faca, insistia como se fosse a última pessoa da vida. Tenho essa mania de pagar pra vê e o preço é quase sempre com juros altíssimos, tão caro que não consigo dá conta e fujo como também fogem de mim. Isso acontece, porque começo a querer demais e minha intensidade assusta quem não está preparado ou não quer ter alguém.

É complicado viver no mundo em que controlar os sentimentos é o melhor caminho. Você abrir seu coração é sinal de fragilidade, de ser pegajosa. É tanta gente pregando que o apego é um erro, que estamos criando mecanismos de defesa onde deixamos o amor passar batido em nossas vidas.

A verdade é que queria ser assim como muita gente diz ser. Ainda não coloquei na cabeça como posso não querer o apreço de outra pessoa. Como correr de quem demonstra ter sentimentos verdadeiros por mim. E mesmo que eu não sinta na mesma intensidade, se a pessoa valer a pena, dou uma chance na intenção que um dia seja. Se não for, cada um segue seu caminho, mas pelo menos tentei. Quando queremos de verdade é assim, quando não, inventamos desculpas do tipo: é porque eu não quero me apaixonar, mas não é.

Por isso não espero...

E abandono o barco. Não tenho paciência para esperar, para ser muleta. Comigo tem que haver um equilíbrio e espero sempre retribuição dos sentimentos que distribuo.  Sendo certo ou errado, sou assim e mesmo tentando pensar diferente não funcionou.

Mesmo que eu sinta saudades dos momentos e sensações que determinada pessoa me proporcionou não quero ter ninguém de volta, principalmente aquelas que foram embora de repente, que me proporcionaram noites de insônias, dúvidas e choros. Essas tem o velho hábito de surgirem do além, justificando seu sumiço com a história mais ridícula do mundo. Eu só peço quem não façam isso. Não voltem para depois irem embora de novo. Tenham a decência de assumirem as consequências de seus atos.


Não trazer o passado para o presente, faz bem para mente e principalmente para o coração. Ele deseja pulsar por coisas novas, bares novos, ruas novas, corpos novos...

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