Se você já assistiu ao filme 500
dias com ela, certamente sabe como os personagens Summer e Tom são apostos,
principalmente quando se refere ao conceito de amor. Summer é uma mulher independente,
acredita que o amor é uma ilusão e só traz sofrimento, ao contrário de Tom, que
tem uma fé bonita e um tanto sonhadora para com as pessoas e os sentimentos,
mas sempre ouvimos que os opostos se atraem, certo? Nesse caso, funcionou até
certo ponto. Tom criou expectativas, mesmo depois de Summer colocar as cartas na mesa e dizer que não pretendia ter um relacionamento sério. Apesar de concordar, não foi suficiente para
bloquear a crescente paixão que ele sentia.
Com isso, percebi um
detalhe: a maioria das críticas feitas ao filme, são direcionadas a personagem
Summer, já que foi ela que partiu o coração do pobre Tom, mas já pararam pra
analisar que a mesma, deixou claro seus sentimentos com relação a ele? Então, o
culpado de esperar demais foi o próprio Tom, não é isso? Pode ser, mas também o
coração é um tanto malcriado e costuma não ouvir os conselhos da razão. Culpar
Tom é o mesmo que culpar o que se sente e isso quase nunca temos domínio.
A problemática maior é quando
Summer conhece um cara, pelo qual fica apaixonada e casa-se de véu e grinalda.
Logo ela, tão “inalcançável” e que não acreditava no amor. O que ele tem que
Tom não tinha? NADA, o gostar é isso, um dia acordamos e percebemos: é essa
pessoa que quero passar o resto da minha vida ou simplesmente ao contrário. Summer foi honesta e não
insensível. Ela gostava de Tom, mas não poderia suprir o que ele criou em sua
mente, uma linda história de amor que não existia, pelo menos para ela.
No fim, percebe-se que
não adiante fazer muita coisa para ter ao lado quem se ama, porque se realmente
for amor, a pessoa naturalmente te colocará na vida dela, sem barganhas, sem
joguinhos, sem forçar a barra. Vocês estarão ali, inteiramente.



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